domingo, 23 de julho de 2017

Da moderna Inquisição

O apóstolo Lucas, no seu Evangelho, começa por nos contar a história de duas barrigas de aluguer.
Uma é Isabel, a cujo marido, Zacarias, um certo Gabriel anuncia que vai ser mãe do filho de alguém, e até lhe escolhe o nome: João.
A outra é Maria, a quem o mesmo Gabriel revela que, apesar de estar noiva de um rapaz da Galileia, engravidará e terá um filho do mesmo homem poderoso que emprenhou Isabel: "Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá", diz-lhe o arauto.
Alguns, mais moralistas, tenderão a considerar o Altíssimo como um estupor moral, por, sendo solteiro, utilizar barrigas de aluguer. Outros contestam: não é verdade, porque João Batista e Jesus viveram e foram muito amados pelas suas mães, que nunca os abandonaram. E depois vêm os iconoclastas dizer que tanto João como Jesus tiveram dois pais, num sinal de modernidade indiscutível. Ou três: aquele Gabriel é mais do que suspeito.
Fim da Eucaristia. É tudo tão ridículo...


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