sábado, 18 de novembro de 2017

A grande ilusão

Os cientistas dizem que é muito perto e até já para lá enviaram umas mensagens. Nós todos partimos em breve, num Space X elétrico do senhor Musk. Entretanto, que se foda o bacalhau.


sexta-feira, 17 de novembro de 2017

É proibido protestar

Ontem, quinta-feira, a Federação Portuguesa de Futebol marcou o jogo da Taça de Portugal entre o Sporting de Lisboa e o FC Famalicão para as sete e meia da noite. É o glorioso centralismo, é a "festa do futebol" só para alguns. Só vantagens: a equipa da capital fica mais à vontade, porque o adversário quase não tem adeptos no campo; e pode ser que alguns fiquem pelos atraentes restaurantes da zona, ou até num hotel, pagando mais uma "taxa turística" e deixando mais uns euritos na próspera economia 4.0 da Bobadela.
Bom, mas a isto já estamos habituados - vai ser sempre assim até nos transformarmos num glorioso palco de "eventos", servindo cervejas em esplanadas, ou, quais Marcelos ou Costas, lambendo o traseiro a pirralhos anglo-saxónicos e empresários sino-angolanos. Em Lisboa, claro, que o resto nem paisagem será.
Ao que temos que nos ir habituando é à falta de vergonha do retorno da censura. Cuidem-se os que protestam: haverá sempre um ou dois "assistentes" fardados para lhes sacar o cartaz, como aconteceu a estes perigosos energúmenos de uma claque criminosa.
A menos, claro, que fale dos direitos dos funcionários públicos, dos animais ou dos LGBTI++ ou insulte o Passos e o Donald, porque, nesses casos, continua a ser proibido proibir.




(Fotos de Filipe Amorim in O Jogo)



quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Devemos levá-los a sério?

Hoje li duas croniquetas, escritas por verdadeir@s artistas lusitan@s, na linha da cartilha #aculpaédoPassos.


Na primeira (Jornal de Notícias), o advogado-cançonetista-croniqueiro-comentador de TV (futebol) Miguel Guedes insurge-se contra a cena do Panteão e atira para todos os lados. Escreve esta coisa maravilhosa: "há jantares autorizados no Panteão após 2014, ano em que Jorge Barreto Xavier assinou o Regulamento". Mas, mais adiante, diz também que a Associação de Turismo de Lisboa, presidida por António Costa, fez lá uma festinha em 2013. Presumo que esse foi um "jantar não autorizado"? Mas "não autorizado" por quem, se assim se pode dizer? E se for "não autorizado", um jantar naquele local já não é grave?


Na segunda (jornal i), a doutora-deputada-croniqueira-comentadora de TV Joana Mortágua começa por escrever que "Como os restantes funcionários públicos, os professores tiveram a sua carreira congelada entre 2005 e 2007 e novamente entre 2011 e 2017", para depois afirmar "É verdade que o pecado original é do PSD/CDS. Foi o Governo de Passos Coelho que escolheu apagar o tempo de serviço dos professores e professoras quando congelou as carreiras da Função Pública." Ora, para pecado original, começou tarde, a ver pelas datas. E lá continua, ao que parece, mesmo depois do falecimento de Passos (cujo governo durou entre 21 de junho de 2011 e 30 de outubro de 2015).

Devemos levá-los a sério?